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O processo

Mulheres de Cena

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Por isso, seja corajosa menina!

            Diga o que tem vontade, grite aos quatro ventos seus desejos,

            Anuncie como o anjo em forma de sussurro, mas diga!

            Nunca deixe de dizer o que canta seu coração.

            Grite se for necessário!

            Deixe a leveza de lado e use só a força, se assim for necessário.

            Prometa que nunca, nunca deixará de dizer o que é preciso dizer.

            Um dia abafaram a nossa voz. Gritávamos, mas não nos ouviam.

            Gritávamos, chorávamos, murmurávamos, soluçávamos.

            Não nos ouviam. Ouviam, mas não queriam.

            Não consideraram.

            Naquele tempo, não considerar era a forma mais fácil de nos calar.

            Hoje não. Não mais.     

                Hoje a minha voz domina o mundo. Eis-me aqui!

Todas as coisas começam, de um jeito ou de outro.

A presente pesquisa teve sua trajetória, muito antes de ser pesquisa, já era sendo na prática, na vivência, no palco. 

Olhar para as noções de Ancestralidade e Identidade em cena sempre foram pertinentes no trabalho como intérprete-criadora. A cena precisava fazer sentido, precisava dialogar com o "Eu Sou". 

Eu queria fazer e traçava um caminho muitas vezes solitário. Hoje sei que construía algo que tocava outras mulheres. Mulheres negras, companheiras de luta, de arte e vida.

Como olhar para a noção de Identidade a partir do mergulho na Ancestralidade?

Esse é o caminho, essa é a investigação. Que corporalidade é essa que meu corpo carrega?

Que discurso é esse?

Como se apresenta à mim?

Como as coisas fazem sentido?

Eu sou criadora?

Deusa? Rainha? 

Apresento-vos o "Extraordinário Sou"

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